Não sei como acordei hoje, só sei que acordei a pensar que sou um bocadinho sortuda, por muito pouco que seja =p
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Comboio para casa!
Quero ir para casa, estou cheia, tenho sono, o dia está a acabar e o comboio já só é no dia seguinte. Amanhã é dia de trabalho penso eu mas o sono fala mais alto. Fecho os olhos e só digo: " Não feches tu também porque senão não voltamos a casa hoje". É 00:22, ainda bem que acordei, é hora de sair e ir pra casinha, ai que sorte que íamos parar a Setúbal. Há estes pequenos momentos em que não percebemos quando sortudos somos pois por pequenos acasos do destino poderíamos ir parar a um sítio completamente diferente , fazer algo muito diferente, viver uma vida diferente.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Não quero sair daqui!
O mar estava agitado, parecia capaz de engolir tudo o que se atravessasse no caminho. Mesmo assim vejo ao longe um surfista a dar tudo por tudo. Mais perto outro que parece querer desistir mas mesmo assim tenta mais uma vez. Não muito longe, à minha esquerda, uma rapariga que vê algo no seu ipod e vagamente penso que está a tirar fotos dela própria naquela paisagem de final de tarde. Por trás passa uma criança que tal como eu gosta daquelas rochas em que me sento. Para ela contudo é um desafio, pedras afastadas para saltar em que cada salto é uma conquista. Oiço um som ritmado e olho de novo para trás, quem diria, é o caminhar energético de vários cães. Aquele calor depois de tanto frio deve ser o paraíso para eles. Na minha boca tenho o gosto daquele gelado, banana (não gosto particularmente), noz e chocolate. Na minha cabeça passam múltiplas canções que me apetece cantar até porque mais ninguém vai ouvir. Mesmo à minha frente as ondas batem na rocha e distraem-me. Escapa-me o pé de uma das rochas, sorte estar sentada pois a mão rapidamente equilibra-me de novo. Está a ficar frio aos poucos e poucos, o calor forte do almoço dá lugar novamente ao frio da tarde, o mesmo que já estava esta manhã. Peguei no casaco e vesti-o, pena é isso ter desencadeado tudo o que se seguiu. Disseste que tínhamos de ir...olhei para aquele mar e não quis sair dali. Os surfistas já não estão lá, a rapariga levantou-se e foi embora, a criança já vai ao fundo, o frio afugentou os cães, os nossos gelados acabaram, não temos mais canções na cabeça e a rebentação das ondas já molha a minha face. Tudo diz para ir embora. Oh well....não quero sair daqui mas o dia acabou. Haverá outros ^^
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